Javier Milei apontou contra a oposição devido à queda dos títulos e ao aumento do Risco País

O presidente da Argentina, Javier Milei, em fotografia de arquivo.  EFE/ Juan Ignácio Roncoroni
O presidente da Argentina, Javier Milei, em fotografia de arquivo. EFE/ Juan Ignácio Roncoroni

O presente Javier Milei mais uma vez criticou a oposiçãoque votou esta manhã na Câmara dos Deputados uma nova fórmula de mobilização de reformas que, se aprovada no Senado, o Governo considera que geraria um desequilíbrio nas contas públicas.

Conforme analisado, em alguns setores há uma “vocação sistemática” para destruir o equilíbrio fiscalo que provoca uma queda no preço dos títulos soberanos argentinos e com isso um aumento no risco país e na taxa de juros.

Se cedermos às ilusões políticas, a inflação regressará e continuaremos no caminho da decadência que iniciámos há um século e que nos empobreceu brutalmente.. Se permanecermos no caminho que traçamos, as rodas políticas não só irão abrandar a queda da inflação, mas também enfraquecerão a recuperação, mas de forma alguma nos pressionarão a mudar a nossa direção, afirmou o presidente numa mensagem”. publicado nas redes sociais.

“O que a velha política propõe falha há um século e é o que viemos mudar. E vamos mudar isso, hoje ou a partir de 11 de dezembro de 2025”, finalizou.

11 de dezembro de 2025 é a data em que serão empossados ​​os novos deputados e senadores que serão votados nas eleições legislativas do próximo ano, onde o Governo espera ter um forte aval nas urnas que lhe permita aumentar o seu poder de fogo nas eleições. as eleições.

Um dos tweets que Milei enviou
Um dos tweets que Milei enviou

Esta manhã, a oposição conseguiu aprovar nos Deputados uma nova fórmula de mobilidade de reformas que, embora seja semelhante ao decreto governamental que regulamenta a questão, acrescenta um aumento de 8% devido aos meses em que os bens estiveram congelados durante o verão. Milei já antecipou que não concorda com a medida e irá vetá-la caso ela seja finalmente sancionada na Câmara Alta.

A votação ocorreu num contexto financeiro complexo para o Governo. Nos últimos dias, os títulos argentinos entraram em tendência negativa e ontem fecharam com quedas de até 3,6 por cento, o que empurrou o Risco País para 1.500 pontos, patamar que o Ministério da Economia conseguiu deixar para trás no início da gestão. O panorama foi completado com altas de mais de 2% em todas as cotações paralelas do dólar, com o preço livre voltando a US$ 1.265 para venda. Enquanto isso, o CCL permaneceu em US$ 1.306 e o ​​MEP em US$ 1.274.

O índice S&P Merval de Buenos Aires perdeu mais de 3%, depois de ganhar 0,47% na véspera e acumular uma forte melhoria de 24,77% durante maio. Dada a subida do dólar contada com liquidação, O declínio do mercado medido em moeda forte é muito mais acentuado e ascende a quase 5 por cento.

O Poder Executivo relaciona a incerteza dos mercados à atitude da oposição no Congresso, que não só conseguiu dar meia sanção a um projeto que aumenta os gastos públicos, como também atrasou a aprovação definitiva da Lei de Bases, uma das normas que o o partido no poder acredita que facilitará o investimento estrangeiro no país.

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